Os planos de benefícios previdenciários administrados pela Capital Prev apresentaram desempenhos distintos durante o mês de março. Enquanto o Plano de Benefício Definido (BD) superou a sua meta atuarial para o período, o Plano de Benefícios II performou abaixo da sua respectiva meta. Por sua vez, a carteira de investimentos do Plano Capital Prev Mais (CP+) apresentou rentabilidade estável de 1,06% no mês.
O Plano BD obteve rentabilidade líquida de 1,46%, superando a meta atuarial de 1,34%. Em sua carteira de investimentos, o segmento de Renda Fixa registrou retorno positivo e acima da meta no mês, embora se mantenha positivo e levemente abaixo do objetivo no acumulado do ano. O segmento Estruturado performou acima da meta tanto no mês quanto no ano, enquanto o de Renda Variável apresentou resultado negativo no mês, mas recupera-se com rentabilidade positiva e acima da meta no acumulado anual. O segmento Imobiliário foi positivo, situando-se abaixo da meta no mês e acima no ano. Já as Operações com Participantes registraram retornos positivos no mês e no ano, porém inferiores à meta. Com isso, o plano registrou um superávit mensal de R$ 1,67 milhão, elevando o seu superávit acumulado para R$ 31,1 milhões.
O Plano II, cuja meta atuarial foi de 1,26%, alcançou uma rentabilidade líquida de 0,62%. Na carteira de ativos, o segmento Estruturado destacou-se com rentabilidade positiva e acima da meta atuarial no mês e no ano. A Renda Fixa foi positivo, mas abaixo da meta no mês, mantendo-se acima do objetivo no acumulado anual. Já a Renda Variável fechou o mês em campo negativo, embora permaneça positiva e acima da meta no ano. Em contrapartida, o segmento Investimentos no Exterior registrou rentabilidade negativa tanto no mês quanto no ano. As Operações com Participantes foram positivas em ambos os períodos, mas abaixo da meta. Diante dessas performances, o resultado do mês foi deficitário em R$ 1,2 mil, mas o Plano II mantém um resultado superavitário acumulado estável de R$ 1,72 milhão.
Esses resultados ocorreram em um ambiente global ainda desafiador, no qual o mercado brasileiro obteve em março um desempenho inferior aos dois primeiros meses de 2026, acompanhado de maior volatilidade. O Ibovespa recuou cerca de 0,7% no mês, mas acumula aproximadamente 16,3% no ano, patamar ainda sustentado pelos fluxos estrangeiros para a bolsa local, que refletem a busca global por diversificação de portfólios.
No cenário doméstico, a política monetária permaneceu contracionista, mas deu os primeiros sinais de flexibilização. O Comitê de Política Monetária iniciou o ciclo de cortes ao reduzir a taxa Selic em 0,25% na reunião de março, indicando maior confiança na convergência da inflação. No campo inflacionário, contudo, os dados mostraram uma dinâmica mais pressionada no curto prazo: o IPCA registrou aceleração de 0,88% em março, refletindo pressões em itens voláteis e em componentes de serviços, o que sinaliza que o processo de desinflação segue irregular e sujeito a oscilações.
No plano internacional, março foi marcado pela continuidade de um ambiente de incerteza. Os mercados globais oscilaram em decorrência de tensões geopolíticas persistentes e de dúvidas em relação à trajetória de juros nas principais economias desenvolvidas. Esse contexto seguiu impactando os preços de commodities e as condições financeiras globais, com reflexos diretos sobre a volatilidade dos ativos brasileiros.


A seguir, confira a composição da carteira dos planos administrados pela Capital Prev, por segmento.






TAXA DE JUROS – EMPRÉSTIMO
Os encargos cobrados no segmento de empréstimos a participantes no mês de março/2026 foram de 1,0425%. Clique aqui para consultar os encargos nos meses anteriores.
